Mostrando postagens com marcador Artigo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de junho de 2013

Os "dias de ..." e como reforçar o "sentido de família"

Por norma não gostamos muito do "dia de...", ou melhor não gostamos muito da obrigatoriedade de naquele dia ter de se fazer isto ou aquilo... Mas gostamos muito de celebrações, de fazer a diferença e de incrementar os nossos laços, e o que ficará da forma como aproveitarmos os pequenos momentos. Esses, que farão toda a diferença.
No entanto, já falámos do DFU (Dia do Filho uníco) e de como é positivo ter um tempo especial para cada uma dos filhotes individualmente e na sequência desse, resolvemos instituír cá por casa o dia do jantar em família durante a semana (de segunda a sexta). Para algumas famílias nada de novo, pois faz parte da rotina. Mas para tantas famílias onde existem horários de trabalho até às 21h ou horários de trabalho por turnos, nem sempre é fácil juntarem-se pais e filhos para jantar durante a semana. Como o horário de ir para a cama deles (dos míudos) é para ser cumprido todos os dias, um dia durante a semana a família junta-se à mesa, partilha o dia, ri, fala-se do tempo, de tudo e de nada. Faz-se história e constroi-se mais um "bocadinho" de memória.
Quem adere?


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Dia do filho único e um silêncio que já não nos lembrávamos


Um blog que consultamos  (http://coconafralda.clix.pt), escrito por uma mãe de 3,  instituiu o DFU (Dia do Filho Único) há já bastante tempo. A ideia é excelente e defendida e praticada também em nossa casa.
É bom estarmos a quatro (ou cinco, ou seis), mas também é bom termos a possibilidade de estarmos  a dois (ou a três, quando estão ambos os pais). Dá-nos a possibilidade de os conhecermos um bocadinho melhor, de entrarmos no mundo deles sem termos a atenção dividida, de passarmos juntos um tempo especial! Eles sentem a nossa atenção exclusiva (e é tão bom!), não tem de nos disputar ou estar em permanente competição com os irmãos.
Uma vez por semana, uma vez por mês ou sempre que for possível para cada família, esta é uma rotina em que devemos apostar.
Por aqui, ontem foi DFU. Soube-nos bem a todos, divertimo-nos em conjunto e ainda tivemos direito a uma casa mais silenciosa do que é habitual e que de vez em quando tanta falta nos faz!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Estar tempo com eles e o que isso pode significar

Esta semana resolvemos aproveitar o feriado, fizemos uma pausa e aproveitamos alguns momentos em família. Parámos, olhámos uns para os outros, brincámos, rimos e conhecemo-nos melhor. Descobrimos novas conquistas, saimos mais fortes e felizes, e estivemos a trabalhar para as "tais raízes", para a a relação, ou para aquilo que quem gosta do modelo dos Anos Incríveis costuma dizer para "o porquinho mealheiro" (uma conta a prazo de emoções positivas, afetos e laços fortes).

Revisitamos espaços das nossas memórias (ver locais que foram importantes para nós na nossa infância com os nossos filhos, é um duplo desafio) e redescobrimos esses mesmos lugares, agora com maior distância e com outros "olhos". Parentalidade é isto também, encaixar o "novo" naquilo que "já existe", nas memórias de quem passou tempo conosco e nos apresentou o mundo. Hoje dormimos a sonhar com as memórias de "hoje" e com as memórias "antigas". Bons sonhos.
                                                  

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Todos somos bons pais: da importãncia do não julgamento

Lemos este texto aqui e não resistimos a iniciar a semana partilhando-o com vocês (ainda que numa versão mais reduzida). Porque todos nos questionamos de vez em quando acerca do nosso papel de pai/mãe....

 "Há muitas formas de educar uma criança. Claro que há!
Algumas mães amamentam; outras não. E para a maior parte das crianças, corre bem na mesma! 
Alguns pais ficam em casa a tomar conta dos filhos; outros colocam-nos na creche aos 4/5 meses. E para a maior parte das crianças, corre bem na mesma!
Alguns pais colocam os filhos em escolas públicas; outros em privadas. E para a maior parte das crianças, corre bem na mesma! 
Certamente que há alguns estilos educativos que algumas famílias usam que precisam de ser melhorados, desde aquelas onde predomina o estilo autoritário, aquelas em que tudo é permitido! Mas, mais uma vez, não podemos dizer que haja uma forma correta de educarmos os nossos filhos para serem membros da sociedade (...).
Alguns pais, mais apaixonados por um determinado estilo educativo, gostam de partilhar com os outros as suas estratégias e ideias, aquelas que funcionam na sua família, acabando por julgar aqueles que não partilham ou utilizam as mesmas estratégias. Mas, acreditamos que a maior parte dos pais sabe que todas as famílias são diferentes e que todas tentam fazer aquilo que lhes faz mais sentido e que é mais adequado para a sua família, de acordo com os conhecimentos que têm na altura.
Não existem fórmulas certas ou erradas e acreditamos que cada família se encontra num ponto diferente desta viagem que é o ser pai/mãe.
As mudanças de hábitos não acontecem de um dia para o outro. Todos tentamos fazer o melhor que podemos, com aquilo que temos! Cada família é diferente e, antes de julgarmos, temos de "calçar os sapatos dos outros"!


terça-feira, 21 de maio de 2013

Orientação Escolar e Vocacional: A importância das escolhas

Porque se aproxima a altura em que tantos jovens têm de fazer uma escolha relativamente ao seu futuro escolar/profissional; porque essa escolha se quer informada, pensada e, de preferência, o mais acertada possível, deixamos hoje um link para um texto de uma das colaboradoras do Psikontacto (www.psikontacto.com) na área da Orientação Escolar e Vocacional, Dra. Graça Jegundo.

                                               Curso ? Profisão? O que escolher?
O desenvolvimento vocacional faz parte integrante do desenvolvimento integral do indivíduo.
A dificuldade em tomar decisões que implicam escolhas e definição de projectos de vida afectam, necessariamente, outras dimensões do desenvolvimento do sujeito, gerando, por vezes, quadros de ansiedade que ...se generalizam aos vários contextos de vida (nomeadamente ao nível escolar, pessoal e familiar).
Este é um processo que decorre ao longo da vida, no entanto, existem momentos cruciais em que estas escolhas vão determinar a definição do projecto de vida. Embora possa ocorrer antes, um destes momentos acontece no 9º ano de escolaridade, em que o jovem tem realmente de decidir a área de estudo nos anos de aprendizagem seguintes. Por esse motivo, aconselha-se que, nesta altura, o aluno faça um processo de orientação vocacional, que o ajude a tomar uma decisão mais madura e consciente. Cabe ao Psicólogo explorar as suas características pessoais: interesses, aptidões, valores, características de personalidade, orientando o aluno na pesquisa vocacional de forma a conduzi-lo a uma decisão informada, desenvolvendo a sua autonomia e o seu autoconhecimento (de si, do mundo escolar e profissional).
Escolher um curso científico-humanístico ou um curso de carácter técnico-profissional nem sempre é uma tarefa fácil, pelo que é natural e frequente existirem indecisões, angústias e receios. Implica uma série de questões que devem ser analisadas entre o aluno e o psicólogo no processo de orientação, como por exemplo uma discrepância entre as aptidões e os interesses, as expectativas do aluno, os desejos mais ou menos explícitos dos pais que podem gerar ambivalências no jovem, a falta de informação relativamente aos cursos e à relação destes com o mercado de trabalho, a consciência de que é difícil perceber o que realmente gostará de fazer daqui a uns anos, entre outros.
É importante realçar que esta escolha não é estática. Actualmente as nossas escolas permitem ao aluno fazer exames de disciplinas que não estão contempladas no seu currículo, havendo sempre a oportunidade de fazer ajustamentos.
Devemos compreender que para que o aluno obtenha sucesso numa determinada área, é necessário que exista para além dum investimento intelectual, um investimento afectivo e emocional que funcione como “motor” no desejo de aprender. Para que isso aconteça, por vezes, é necessário considerar a possibilidade de mudanças no trajecto do aluno e deixá-lo criar o seu espaço onde este aprenda a movimentar-se com segurança, liberdade e motivação, assim como a assumir responsabilidades perante as suas decisões.
Outro momento crucial acontece no 12ºano de escolaridade, quando pretendem prosseguir estudos, momento este em que também beneficiam com um processo de orientação vocacional, independentemente de já ter sido realizada no 9ºano. A partir do 12ºano a escolha já é mais específica e reveladora daquilo que será o futuro profissional do jovem. Para além das dificuldades apontadas anteriormente, enquanto processo de decisão, aqui aparecem outro tipo de dúvidas, relacionadas com o ensino superior: médias, condições de acesso, escolher entre uma enorme diversidade de cursos, organização curricular, saídas profissionais, entre outras.
Existem alunos que desde muito cedo manifestam interesse por uma determinada área, e começam a esboçar um percurso mais linear. No entanto, um jovem que sempre soube aquilo que quis não é necessariamente o mais bem-sucedido. As dúvidas, os receios ou mesmo os erros nas escolhas fazem parte de uma aprendizagem e de um processo de evolução característico de qualquer ser humano e que atinge uma maior intensidade na fase da adolescência, por ser uma fase de enormes mudanças físicas e emocionais. Assim, se um jovem está muito indeciso relativamente ao seu futuro e prolonga ou reajusta a sua decisão, isso não é, por si só, sinónimo de fracasso ou desinteresse no futuro e pode procurar um Psicólogo de Orientação Vocacional, que certamente o saberá ajudar e orientar nesta fase importante da sua vida.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Medos, preocupações, grupos e afins...


Já há uns tempos que andamos para escrever este post e é hoje!



 É sabido que gostamos de trabalhar juntas, em equipa, mas não podia ter sido melhor a dupla no grupo EU CONSIGO LIDAR COM O MEDO que acabámos recentemente, com crianças entre os 9 e os 10 anos de idade, que têm em comum serem crianças e terem algumas preocupações, receios e medos!

Parabéns mais uma vez aos pequenos GRANDES corajosos que entraram nesta aventura ao longo de 12 sessões e que tornaram diferentes e especiais os nossos sábados! Todos juntos a aprender a lidar melhor com o que sentimos e pensamos, com as nossas manifestações corporais, com as armadilhas que os nossos pensamentos nos pregam e a experimentar situações receadas, que por vezes parecem montanhas intransponíveis… mas que afinal com algumas ferramentas, maior consciência e aceitação do que está a acontecer, e algum suporte, se transformaram em pequenas etapas, e uma a uma, foram sendo ultrapassadas!

Em grupo? Sim! Porque em grupo somos mais cabeças a pensar, a ter ideias, a trazer exemplos de boas experiências; porque não somos os únicos e afinal “o meu amigo também já sentiu este medo e eu não sou assim tão esquisito”; depois porque às vezes o problema é mesmo este – estar em grupo, a exposição perante pessoas e por isso, nada melhor do que praticar junto de um grupo de pessoas nas quais confiamos, num local seguro; por outro lado aumentamos a nossa rede de amigos (mais pessoas especiais nas nossas vidas); e ainda porque existem bons programas para formato de grupo!

 
É verdade, a ansiedade é considerada a perturbação psicológica mais comum nas crianças, podendo interferir no desenvolvimento infantil, na aprendizagem e nas relações com os outros. A nossa experiência clínica confirma isso. Mas também é verdade, que ao contrário do que se pode pensar, depois destas 12 sessões o medo, as preocupações não desaparecem! Não?! Então? As crianças (e já agora os adultos e os pais) aprendem a lidar melhor com o medo, tornam-se especialistas nos sentimentos e pensamentos, o medo e as preocupações passam a interferir menos nas suas vidas e no fundo ficam mais contentes e mais calmos!

 
Entre sorrisos, alguns choros, ansiedades, boas ideias e muitos ensaios, este grupo de crianças chegou ao fim mais forte e por isso mais feliz!

 
E o próximo será para quando?! Já tenho saudades dos nossos sábados de manhã!




segunda-feira, 15 de abril de 2013

Pais e PH/DA


Esta semana não deixamos um artigo, mas uma nota. Estivemos no final da semana passada no Congresso Anual de Hiperatividade/Défice de Atenção (PH/DA) do Centro de Desenvolvimento do Hospital Pediátrico de Coimbra. Especialistas Internacionais e Nacionais discutiam em conjunto questões relativas ao diagnóstico, comorbilidade e intervenção. A PH/DA é uma perturbação complexa, crónica e que pode ser extremamente invalidante, nos diferentes contextos de funcionamento da criança. Foi reafirmada a importância de tratamentos que aliem lado a lado o treino parental às intervenções farmacológicas em idade escolar; e que privilegiem como tratamento de primeira linha as intervenções com pais em idade pré-escolar (perante o início precoce dos sintomas). Infelizmente, cada vez existem menos recursos para este tipo de intervenção; e cada vez os pais têm menos capacidade para intervenções longas que impliquem gastos (com deslocações, taxas moderadoras), tempo e reorganização de rotinas, não porque não precisem, ou porque estas não sejam estas as intervenções mais indicadas, mas porque estão cada vez mais pressionados e limitados pelas atuais condições do nosso país.

Ainda assim fica a nota: voltou-se a falar da importância das Intervenções com Pais na PH/DA, o que exige da parte dos profissionais e dos serviços uma avaliação compreensiva e multidisciplinar, que inclua informação sobre o funcionamento familiar e práticas parentais; assim como, disponibilizar aos Pais de crianças com PH/DA este tipo de intervenção, nomeadamente intervenções que foram testadas e mostraram eficácia.

Aos Pais, queriamos relembrar (eles sabem...), que o treino parental é uma peça fundamental na intervenção da PH/DA, que pode ajudar a lidar melhor com os sintomas e a diminuir a interferência dos mesmos no contexto familiar e na interacção pais-filhos. Por isso, perguntem por este tipo de intervenção, quando for diagnosticado a uma das vossas crianças PH/DA.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Competências pré-escolares: avaliar ou não?

Por esta altura, com o aproximar da data em que as crianças têm de fazer a sua inscrição no 1º ciclo, muitos pais interrogam-se sobre se os seus filhos estão ou não preparados para deixar a pré-escola e entrar na escola primária.
A entrada no 1º ciclo marca, para a maior parte das famílias, uma transição importante, quase como se as crianças deixassem de ser os "bebés" dos pais e passassem a ser meninos crescidos. E de facto, este é um marco importante: novas aprendizagens são feitas, velhos amigos são (muitas vezes) deixados para trás, há mudança de espaço físico e (medo!!) aparecem os trabalhos de casa!
Se para muitos esta transição se faz sem dificuldades, para outros ela representa um desafio acrescido, surgindo as maiores dúvidas e dificuldades nas famílias cujos filhos só completam os 6 anos de idade em Outubro, Novembro ou mesmo Dezembro.
Com o objetivo de facilitar esta transição e avaliar as pré-competências escolares, surgem-nos por esta altura múltiplos pedidos de avaliação. muitos deles feitos por sugestão das educadoras.

Esta avaliação pretende fazer o despiste de eventuais dificuldades nos pré-requisitos académicos, ou seja, nas competências diretamente relacionadas com as aprendizagens escolares e  inclui a avaliação de áreas consideradas importantes para o sucesso da aprendizagem, nomeadamente a atenção, a cognição não-verbal, a memória auditiva, a consciência fonológica, a linguagem e o conhecimento básico das letras e dos números. 
Constitui também uma boa oportunidade para, muitas vezes pela primeira vez, as famílias se aperceberem das dificuldades (e também das competências!) dos seus filhotes e desta forma atuarem cedo e de forma preventiva!



Common Core ---- Elementary!!!

segunda-feira, 25 de março de 2013

O que andamos a fazer...

Por aqui, temos estado a meio gás. Com a criançada em modo férias, o tempo chuvoso lá fora e os desejos de sol, praia e calor, a vontade  o tempo para  postar não tem sido muita . Para além disso, a vidinha não pára e há artigos pendentes para escrever, submeter e publicar.
Mas, vamos fazendo o nosso melhor para dar conta de todas as tarefas. E os esforços vão sendo recompensados!
Em Fevereiro saiu na revista Análise Psicológica um artigo desta dupla "Incrível", sobre a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção; em Março sairá um outro sobre a Perturbação de Oposição/Desafio. Artigos teóricos, de caráter científico, mas que espelham o nosso empenho e motivação para continuar a trabalhar e investigar nesta área dos problemas de comportamento nos mais pequenos e na Intervenção com Pais.
Para quem estiver interessado, aqui fica o link: http://publicacoes.ispa.pt/index.php/ap/article/view/600


segunda-feira, 18 de março de 2013

Os pais de agora: outros desafios?

Cá por casa o pai tem um papel muito ativo em relação à educação e participação na vida dos míudos. "Mudam-se os tempos", estreitam-se relações e crescem os laços entre pais e fillhos; a par de uma divisão de tarefas mais justa, em equipa, que ajuda ao bom funcionamento familiar.
Para os mais pequenos o envolvimento do pai nas tarefas diárias permite o acesso a outros modelos, formas de lidar com as situações e à possibilidade de ter mais uma relação única e especial com uma figura de referência. Por aqui, o pai fica babado com os sorrisos, correrias e solicitações de atenção permanente ("história, brincar, cantar, pino, cambalhota") que a sua presença fisíca desperta. E por aí?

Deixamos um texto que fala sobre os papeis dos pais no século XXI, que retirámos daqui
(http://boasnoticias.clix.pt/noticias_Pais-do-S%C3%A9culo-XXI_8565.html#.UUciFjf6mZQ), que vale a pena ler. Destacamos uma parte para aguçar a sua curiosidade:
"o homem do século XXI, que exerce o papel de pai, está preocupado com outras atividades para além de estender os pés no sofá, ligar a televisão e pedir uma cerveja à mulher quando chega a casa;
é um pai que conhece o lugar dos tupperwares, que sabe quantas gavetas tem o congelador, onde se mete o amaciador na máquina de lavar, que se levanta à noite para dar o leite ao filho e que também tem de tirar cocó das unhas quando uma mudança de fralda não corre tão bem quanto gostaria”.

Boa leitura

segunda-feira, 11 de março de 2013

Ainda a propósito das mudanças

A nossa vida (e a deles) é feita de mudanças. Mudanças de escola, de casa, de cidade ou mesmo de país... mudanças de amigos, perda de uns e chegada de outros, mudança de emprego, mortes e nascimentos... E sempre que somos confrontados com ela, obrigamo-nos a repensar prioridades, a estabelecer novos objetivos, mas, sobretudo, preocupamo-nos com a reação dos mais pequenos e com o impacto que as mudanças têm neles.
A boa notícia é que a maior parte das crianças tem uma capacidade de adaptação muito maior do que nós imaginamos e muitas vezes surpreendem-nos com a facilidade com que se adaptam a coisas novas e deixam para trás velhas rotinas.
Para as ajudarmos, seja em que mudança for, é importante prepará-las, conversar sobre a mudança que vai ocorrer, mas sem nunca as sobrecarregar. Mas lembrarmo-nos que a noção de tempo das crianças é muito diferente da nossa, por isso se vamos mudar de casa daqui a seis meses, não vale a pena começar já a falar disso com o nosso filho de quatro anos!
Para a maior parte das mudanças, há livros que podem ajudar e facilitar a transição: livros sobre a chegada de um novo irmão, a entrada na escola ou a separação dos pais podem ajudar-nos a conversar com as crianças sobre estes temas.
Para famílias em que há mais do que uma criança, a dificuldade pode ser apercebermo-nos dos sinais que cada um deles manifesta. Mais uma vez, cabe aos pais redobrar a atenção nos períodos de mudança, procurando ter pequenos períodos de "filho único", em que possam estar atentos a cada um dos filhos individualmente e ajudá-los a lidar com a mudança.



Nada disto é fácil e sem dúvida requer trabalho. Mas a recompensa é vê-los crescerem saudáveis, felizes e com a flexibilidade necessária para se adaptarem às diferentes mudanças!
 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Mudanças: Quem reage mal eles ou nós?


 
Várias vezes pensamos e questionamos se as mudanças de escola, de educadora, de amigos afetam os nossos filhos. Ficamos preocupados e queremos certezas: que a mudança para uma escola que privilegia o que entendemos melhor para a educação dos nossos filhos ou que a mudança para uma escola mais perto de casa ou a mudança de educadora -  vai correr bem  e é o melhor para ela/ele e para nós. E as certezas  teimam em não vir, e não vêem. Tudo tem um risco, e a maior parte das decisões que fazemos em relação aos miúdos e às suas vidas também. Salvo raras exceções, em que já existe um historial de dificuldades de adaptação ou de inibição, as crianças adaptam-se bem. Melhor que nós, sobretudo porque não antecipam metade do que nós antecipamos e não problematizam tanto! O importante para elas é estarem num ambiente positivo, recompensador e seguro. No entanto, alguns “ingredientes positivos” querem-se presentes e podem funcionar como facilitadores nos momentos de mudanças:

1.       Conhecer o espaço ou a pessoa que vai estar com o nosso filho/a (primeiro sozinhos – porque nós também temos de gostar, se não gostarmos, não vale a pena levar a criança);

2.       Ter uma atitude positiva em relação à mudança, partilhar com a criança aspetos positivos da mesma, mostrar confiança (“vai correr bem…”, “tu vais gostar…”, “vai ser divertido, vais ter novos amigos”, “a nova educadora chama-se … e parece muito simpática”) e ter sempre expectativas positivas (“para o ano vamos ter mais tempo para brincar, a escola fica tão perto de casa”, “vais fazer novas atividades”);

3.       Decidir, depois informar a criança, prepará-la para o que vai acontecer;

4.       Arranjar pontos de referência significativos (“a Maria já lá andou e gostou”, “o Pedro também vai contigo”, “tu até já conheces a Sofia”);

5.       Na vida e no nosso coração temos espaço para muitas pessoas, pelo que o que dificulta a nossa decisão “e a Matilde, ela é minha amiga, não a vou ver mais?”, resolve-se com a planificação de encontros/passeios com os anteriores amigos e pessoas de referência. Conseguimos ser felizes em diferentes locais, assim, os adultos atuem como facilitadores dessa mudança!

6.       Se depois chegarmos à conclusão que não foi a melhor escolha, teremos de parar, repensar, reenquadrar e voltar a decidir!, Pelo menos, ficamos com a certeza de ter feito o que era possível para preparar a mudança, facilitá-la, estivemos atentos, demos suporte à criança, fomos à escola nova várias vezes e fizemos o nosso melhor.

Nem tudo depende de nós, mas nós pais de hoje, temos um pouco a ilusão de que sim.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Estaremos nós a complicar de mais??


background on this mommy blogger image

Amanhã estaremos numa nova sessão de Conversas com Pais e enquanto a preparávamos e pensávamos na mensagem fundamental que gostaríamos de deixar a estes pais, confrontámo-nos com a ideia que os pais de hoje complicam de mais a infância dos filhos.... Uma ideia que nos deu que pensar!Será? Estaremos nós a complicar desnecessariamente a infância dos nossos filhos? Colocamos questões de mais? Problematizamos de mais? Pensamos demais nas opções que fazemos?
Na corrida que é o dia-a-dia da maioria das famílias, talvez nos estejamos a esquecer de regressar ao básico, às brincadeiras simples, ao estar só por estar.
E esta será a nossa mensagem para amanhã, sobretudo para os pais que recentemente embarcaram pela primeira vez nesta aventura de ser pai/mãe: Para eles, VOCÊS são o suficiente!

Love your babies, be gentle on yourselves, recognize just how amazing it all really is. (aqui)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Do Carnaval

Por aqui, o Carnaval não é das nossas datas preferidas. Mas, claro que, em casa onde há crianças, o Carnaval tem de ser devidamente celebrado, com direito a máscaras, pinturas e serpentinas.
Para as meninas, sobretudo a partir dos três anos, é o momento de poderem brincar às princesas, fadas ou rainhas. De poderem pintar os olhos como as mães, usar muitos colares e pulseiras e até mesmo sapatos de salto alto na rua! Pode lá haver coisa melhor e mais divertida!
Para os meninos, é altura de brincarem aos índios e cowboys, ou aos piratas ou polícias.. para muitos, a única oportunidade de brincarem com pistolas e espadas, objetos muitas vezes proibidos nas brincadeiras do dia-a-dia.
Para uns e para outros, são dias de verdadeira festa, em que realidade e faz-de-conta se confundem e muitos disparates são permitidos porque "É Carnaval, ninguém leva a mal".
Com mais ou menos disparates à mistura, esta é sempre uma altura de brincar muito, mais uma oportunidade para pais e filhos estreitarem laços, partilharem tempo e criarem uma verdadeira base segura a partir do faz de conta partilhado.
Aproveitem!




terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sugestão de livro para pais: O meu filho fez o quê??



 O meu filho fez o quê?  Livro de Bárbara Wong sobre relacionamento pais  - escola, que "reúne um conjunto de situações reais vividas dentro e fora das salas de aula" e "apresenta estratégias, ideias e soluções para levar a bom porto a formação académica e a educação dos filhos". 
Mais aqui: http://www.portoeditora.pt/produtos/ficha/o-meu-filho-fez-o-que-?id=13000572
Boa leitura!


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Isto é normal ??!- parte II

      Sempre fomos um pouco "avessas" ao que é normal, anormal... até porque "cada pai/mãe é o maior especialista na sua família, por isso uma estratégia que funciona com um poderá não funcionar com outro. Mesmo que a situação ou o desafio tenham contornos semelhantes" (Belo & Coelho, 2010 in Family Coaching). Por isso consideramos que os pais são aqueles que melhor conhecem os seus filhos, os seus ritmos, que variam de criança para criança, mesmo que tenham a mesma idade. Hoje, continuamos na mesma linha do post da semana anterior, e como prometido avançamos mais uma etapa e apresentamos algumas ideias do que é expectável que aconteça. Isto só interessa, como pano de fundo, para entendermos melhor alguns comportamentos dos nossos filhos, para estarmos mais atentos (pela positiva! e não "sobre" atentos...). Seguimos com a fase dos 4 anos aos 5 anos, aquela que alguns pais e especialistas comparam à adolescência. É a fase em que eles já dominam a linguagem, impõe-se através dela e querem entender tudo o que se passa à sua volta, com um misto de "eu já sei tudo e faço sozinho!" (autonomia a crescer). Uma fase repleta de descobertas e que pode ser vivida com grande cumplicidade entre pais e filhos! Entre os 4 e os 5 anos:               

  - Gosta de brincar com outras crianças; quando está em grupo, poderá ser seletiva acerca dos seus companheiros;                                                                                                                                                                                  - Gosta de imitar as atividades dos adultos;
           - Está a aprender a partilhar, a aceitar as regras e a respeitar a vez do outro (ainda que às vezes não pareça!);
           -  Os pesadelos são comuns;
           - Tem amigos imaginários e uma grande capacidade de fantasiar;
           - Procura frequentemente testar o poder e os limites dos outros (pais com cabelos em pé!);
           - Exibe muitos comportamentos desafiantes e opositores (será que isto vai ser assim para sempre? - pensamento habitual dos pais);
     - Os seus estados emocionais alcançam os extremos: por ex., é desafiante e depois bastante envergonhada (tem dupla personalidade! dizem os pais);
           - Tem uma confiança crescente em si própria e no mundo (eu é que sei, tu não sabes nada! - para depois passar a ser a professora é que sabe! e os pais, quando é que sabem alguma coisa?);
         - Tem maior consciência do certo e errado (a sério? é que não parece nada!), preocupando-se maioritariamente em fazer o que está certo; pode culpar os outros pelos seus erros (dificuldade em assumir a culpa pelos seus comportamentos - não fui eu, foi ela...).



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Isto é normal??

A propósito de uma apresentação para pais que estamos a preparar para amanhã, temos falado da importância de não querermos crianças "feitas à medida" (como foi dito aqui) mas, por outro lado, da necessidade de estar alerta para alguns sinais que podem indicar-nos que alguma coisa não está bem com o desenvolvimento dos nossos filhos.
Sabemos que as crianças não são todas iguais e que têm ritmos próprios que importa respeitar, mas é importante que todos os pais tenham uma ideia daquilo que é suposto acontecer (ou não) em termos emocionais e sociais ao longo do desenvolvimento dos filhos, pois isto também nos ajuda a "normalizar" e relativizar alguns problemas. E, de facto, nas nossas consultas e grupos de pais a pergunta que mais nos fazem é: "Isto é normal??"
Deixamos hoje algumas ideias sobre as principais características emocionais e sociais entre os 3 e os 4 anos de idade. São apenas ideias, onde cada um conseguirá, em maior ou menor grau, identificar algumas características dos seus filhos e, quem sabe, compreender melhor alguns dos seus comportamentos.

É sensível aos sentimentos dos que a rodeiam relativamente a si própria
Tem dificuldade em cooperar e partilhar; muitas vezes é agressiva
- Preocupa-se em agradar os adultos que lhe são significativos
- Começa a aperceber-se das diferenças no comportamento dos homens e das mulheres
Começa a interessar-se mais pelos outros e a integrar-se em atividades de grupo com outras crianças
- É capaz de se separar da mãe durante curtos períodos de tempo e começa a desenvolver alguma independência e auto-confiança
- Pode manifestar medo de estranhos, de animais ou do escuro
- Começa a reconhecer os seus próprios limites, pedindo ajuda
- Imita os adultos
Começa a distinguir o certo do errado
- Pode utiliza ameaças verbais extremas,  sem ter noção das suas implicações
- Pode ter amigos imaginários.



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

As notas escolares dos nossos filhos e como “(sobre)viver” com elas?


Esta é a altura em que começam a chegar os pedidos de consulta de insucesso escolar, dificuldades de aprendizagem, falta de atenção, concentração, motivação, entre outras variações! Não é por acaso. As notas escolares acabadinhas de sair com o final do 1º período e a inquietação crescente junto dos pais. 
Para alguns, foi o primeiro contacto com o Diretor de Turma, a primeira conversa, e não correu bem.  Além disso, não estavam nada à espera. 
Para outros pais, não foi uma surpresa, têm acompanhado de perto o processo de aprendizagem da criança, e conhecem bem as suas potencialidades e dificuldades.
Alguns pais dão por si a pensar “o ano ainda nem está a meio, o professor exagerou”; outros ficam completamente desorientados e cortam tudo ao mesmo tempo (“agora não há mais TV, nem computador, nem festas de anos”), numa tentativa de mudar radicalmente de atitude (ou não).
Outros pais conhecem bem os filhos, valorizam o processo de aprendizagem e não o resultado final (as NOTAS), desde o início da entrada em contexto escolar! Por vezes, estes pais/famílias também procuram ajuda externa (um psicólogo, um professor especializado), mas essencialmente, continuam a investir no tal “processo” (no meio para... e não apenas no fim): num trabalho diário com a criança; num envolvimento ativo e próximo dos educadores dos filhos (desde o primeiro dia de aulas). Em casa criam rotinas de estudo, sabem quando são os testes, o que as crianças estão a aprender e prestam atenção aos comentários (ou silêncios) da criança em relação ao que se passa na escola, aos seus sentimentos e reações; mantêm um diálogo encorajador e positivo, centrado na resolução de problemas e no incentivo permanentemente do esforço da criança! 
Compreendemos que esta seja a altura de pedir ajuda, mas sabemos que se atuarmos antes, se prevenirmos, conseguiremos minimizar alguns problemas.
(Deixamo um link -
http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/familia-na-educacao-educar-para-crescer-626462.shtml - de um site brasileiro Educar para Crescer, com 23 sugestões de formas eficazes para lidar com as crianças em relação aos estudos, à aprendizagem e à escola. Não o encarem como uma receita, mas esperamos que algumas destas ideias possam ajudar os pais a atuar precocemente!) 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

"O teu filho já conta até 20?? O meu ainda só conta até 10!"


Preschooler Activity: Counting Blocks, Building Towers


As reuniões de entrega da ficha de observações (a ficha das"notas", como dizem os pais) no final do período são, para a maior parte dos pais, momentos de algum stresse, surpresa e, muitas vezes, motivo de preocupação.
Falando apenas da idade pré-escolar (porque a partir do 1º ciclo as avaliações têm, efetivamente, um valor quantitativo), estas fichas têm como grande objetivo dar a conhecer aos pais quais são as capacidades que a criança já domina completamente, aquelas que estão ainda emergentes e aquelas que a criança não domina (e por isso, terão de ser trabalhadas).
Mas, esta função informativa, tem vindo a ser desvirtuada, já que a maior parte dos pais, esquecendo-se que cada criança é uma criança, entram em modo comparação e imediatamente perguntam ao pai mais próximo: "o teu filho já conta até 10??"; "a minha filha ainda não consegue fazer laços. A tua já faz?"
Claro que, em alguns jardins infantis este momento é vivido de forma mais tensa que noutros; e também é verdade que alguns educadores conhecem melhor as crianças do que outros e fazem delas um retrato mais real.. Mas não é menos verdade que, enquanto pais, e sobretudo nas crianças em idade pré-escolar, devemos lembrar-nos que cada criança tem o seu ritmo e que, mais do que analisarmos apenas os "resultados" do final do período, devemos esforçar-nos por criar momentos de reunião, mais ou menos formal (mas sempre frequentes) com os educadores dos nossos filhos ao longo de todo o ano letivo, para podermos compreender as  suas capacidades e as áreas em que precisam da nossa ajuda para melhorar.
O desenvolvimento e as aprendizagens em idade pré-escolar são um work in progress, em que cada criança deve ser ajudada, no seu dia-a-dia, em casa e na escola, a desenvolver e potenciar as suas capacidades cognitivas, emocionais e sociais. E aqui, o nosso papel não é o de olhar para o lado para ver o que o coleguinha da escola já faz, mas sim olhar para os nossos e perceber  que podemos nós fazer para o ajudar a crescer!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Do Natal: parte 2 (e os adultos?)



Hoje andámos às voltas... Escrever sobre o Natal, mas o quê? Parece um tema tão explorado, mas havia uma ideia: o Natal nem sempre e nem para todos é uma época feliz (porque perdemos alguém, porque nos separámos recentemente, porque temos de trabalhar até tarde) e essas pessoas também nos preocupam, também têm de ter um espaço no meio desta quadra. Depois, pensámos naqueles que fazem km de distância para ver os familiares, e os outros que ficam até às 22h de dia 24 a preparar a ceia para toda a família; e ainda os que se sentem “quase” obrigados a desfazerem-se em prendas para agradar a todos. Mas como falar disto de forma positiva? O trânsito ajuda sempre a colocar as ideias em ordem. Antes andava muito de comboio e achava sempre que à medida que o comboio avançava, os pensamentos se iam organizando e era local de grandes resoluções. 
A mensagem de hoje é decidamente para nós, adultos, pais, pessoas, irmãos, filhos, colegas de trabalho. Neste Natal, independentemente da forma como o escolher comemorar e viver, dê um pouco da sua atenção a si e aos outros. Como? A si, respeite-se e aceite a forma como quer viver esta época. Levante-se e olhe à volta, agradeça qualquer coisa (mesmo que insignificante) que lhe tenha acontecido e preste atenção ao momento presente, aos seus sentimentos. Oiça-os, dê-lhes espaço, envolva-os e satisfaça-os. Aos outros? Olhe para eles, repare no que têm de especial, no que o faz telefonar ao amigo que não vê há dois meses só para lhe desejar Bom Natal; no que o leva a oferecer uma lembrança à senhora que recebe o seu filho todas as manhãs na escola; e depois de parar e pensar diga, elogie os outros de uma forma específica (será uma das prendas mais simples e económicas que pode oferecer neste Natal) sem receio de parecer mal... use as palavras e os gestos. Esta pode ser uma forma (de entre muitas outras…) de estarmos mais atentos neste Natal, ao que a quadra evoca e aos outros, sobretudo aqueles que não estão na mesma sintonia; e de contribuirmos para as nossas memórias e para as memórias daqueles que partilham connosco esta época, a do Natal.